Enquanto a Europa aguarda o Round 2 do Sticky & Sweet Tour, poderemos pensar e analisar a evolução dos shows da Madonna –como se transformaram de um concerto normal, a um espectáculo alucinante, misturando, dança, música, ecrãs, luzes, e claro a energia de Madonna assim como comparando aingenuidade e simplicidade do primeiro tour, à alta tecnologia, encenação, e coreografias dos últimos shows...
Começaremos, como está certo, pelo primeiro tour:
THE VIRGIN TOUR – 1985.

Aproveitando os sucessos dos álbuns “Madonna” e “Like a Virgin”, Madonna decidiu enveredar na sua primeira tournée, prometendo controvérsia e ousadia. A tournée durou cerca dois meses e visitou somente a América do Norte – Estados Unidos e Canadá, fazendo um total de 30 cidades e 40 espectáculos – a tournée iniciou-se em Seattle e finalizou em Nova Iorque, a cidade amada de Madonna, no emblemático Madisson Square.

Indo ao encontro de milhares de fãs, Madonna quebrou recordes – bom exemplo a venda em 34 minutos de 17.000 bilhetes para o Rádio City Music Hall (Nova Iorque).

SetList:
A Setlit do show juntou treze temas dos álbuns Madonna e Like a Virgin, na sua maioria versões iguais às do álbum, exceptuando o fantástico “Like a Virgin” mixado com “Billie Jean” de Mickael Jackson.
1. Dress You Up
2. Holiday
3. Into the Groove
4. Everybody
5. Angel
6. Gambler
7. Borderline
8. Lucky Star
9. Crazy For You
10. Over and Over
11. Burning Up
12. Like A Virgin
13. Material Girl

Roupa:
Respeitando a linha de roupa lançada desde o primeiro álbum, Madonna aparece em palco com roupas extravagantes, coloridas, crucifixos, fios, colares, óculos de sol, e claro: o vestido de noiva para “Like a Virgin”.

Suporte Áudio/Vídeo
Uma videocassete foi lançada durante o ano, contudo e sem razão válida, as canções “Angel”, “Borderline” e “Burning Up” foram suprimidas, não aparecendo na VHS.
O “The Virgin Tour” é bem emblemático do início da carreira da Madonna - o sucesso foi instantâneo, e o público rendeu-se à boa disposição, músicas e energia de Madonna em palco. Em termos visuais e de elaboração cénica, o The Virgin Tour é um espectáculo bastante pobre, no entanto esta pobreza será colmatada nos restantes shows e tour que pouco e pouco revelam Madonna como uma Artista “com todas as letras”.

Para a próxima colunna: “Who’s That Girl Tour” – 1987!
Até lá, feliz dia dos namorados!
André R. Costa
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